Presidente da Comissão de Honra

Foi com grande prazer que aceitei o convite para presidir à Comissão de Honra das Comemorações do 50º Aniversário do Vulcão dos Capelinhos, um vulcão submarino que, no dia 27 de Setembro de 1957, no autêntico laboratório natural que o nosso arquipélago constitui para uma variedade de estudos na área da vulcanologia, rebentou na extremidade ocidental da ilha do Faial, a um quilómetro da costa.

Durante cerca de treze meses, ou seja até 24 de Outubro de 1958, altura em que adormeceu, uniu o mar à terra com lavas e cinzas, chamando também a atenção da comunidade científica e da curiosidade geral, em todo o mundo. De facto, ao invés do que sucedeu com muitos vulcões submarinos, cuja a actividade, até à vulgarização das mais variadas observações do globo terrestre por satélites, era estudada com grandes constrangimentos, o Vulcão dos Capelinhos foi, desde o seu início até ao seu adormecimento, observado, estudado e interpretado, tendo contribuído para tal não só a proximidade à ilha do Faial, mas também, e fundamentalmente, o interesse e o labor do Doutor Engenheiro Frederico Machado e da equipa por ele então constituída.

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