A Junta Geral do Distrito Autónomo da Horta, através de todos os serviços então existentes, o Governo Central, nomeadamente através do Ministro das Obras Públicas eng.º Arantes e Oliveira, encaminhou para a ilha do Faial importantes recursos financeiros. A comunidade açoriana residente nos Estados Unidos, perante a catástrofe económica e social, influenciou a abertura dum crédito extraordinário de emigrantes (os denominados "sinistrados do vulcão") que, em pouco mais de um ano, reduziu os habitantes da ilha a cerca de metade.
Após quase 50 anos a "terra-nova" dos Capelinhos, atacada por invernias de diversas intensidades e cadências, encontra-se substancialmente reduzida (menos de 50%) mas ainda será por alguns anos um ex-libris faialense (para visitantes e para cientistas que observam no interior dos vulcões em destruição erosiva explicações de fenomenologias das fases activas).
2. RESUMO VULCANOLÓGICO
A ilha do Faial, à semelhança de todas as restantes ilhas dos Açores, é de génese vulcânica e desenvolveu-se em 4 fases, temporalmente espaçadas. A mais antiga deve-se ter iniciado há cerca 800 mil anos e dela resultam as "lombas" da Ribeirinha, de Pedro Miguel e da Ponta da Espalamaca. A fase mais recente de cresimento da ilha enquadra o alinhamento de cones vulcânicos da zona do Capelo cujo extremo ocidental corresponde exactamente ao Vulcão dos Capelinhos.
Desse modo o Vulcão dos Capelinhos é uma das provas de que muitas das ilhas dos Açores se encontram divididas em sectores vulcânicamente activos o que, em termos práticos, significa que ao longo dos séculos irão surgir episódios vulcânicos em diversas parcelas insulares.
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